Glossário
Header shadow

Espécies apadrinhadas

Capororoca Myrsine guianensis (Aubl.) Kuntze

Família: Myrsinaceae, a família botânica do cíclame, da ardísia e das capororocas.

Outros nomes: capororoca-comum.
 
Distribuição Geográfica: A capororoca ocorre em todas as regiões do Brasil, nos Estados do AM, AP, PA, RN, BA, GO, MS, MG, ES, SP, RJ, PR, SC e RS. É encontrada na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, sendo nesta última, muito comum nas restingas. E é uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil.
 
Características: Árvore com cerca de 15 m de altura e tronco de 70 cm de diâmetro. Sua casca varia de cinzenta a esverdeada, é fissurada e com protuberâncias semelhantes a verrugas. As folhas são simples, de consistência grossa, verde escuras e brilhosas na parte superior. As inflorescências possuem 3 a 8 flores, quase brancas e bem pequenas, dispostas ao longo dos ramos mais finos. O fruto é redondo, de cor escura, com apenas uma semente e aderido aos ramos.  
 
Usos
Alimentação: Não existem registros para este uso.
Madeira: Considerada pesada, resistente e flexível. É própria para marcenaria e carpintaria, e eventualmente utilizada na construção de casas. 
Uso medicinal: Não existem registros para este uso.
Outros usos: A casca possui muito tanino e é utilizada para curtir couro. 
 
Curiosidades: Segundo alguns relatos, suas folhas podem servir para falsificar a erva-mate.  O nome capororoca vem do Tupi e quer dizer “pau-que-estala”. 
 
Informações Ecológicas: As informações sobre essa espécie são muito restritas, sendo seu comportamento na natureza quase desconhecido ou pouco divulgado. Podemos utilizar então como referência, outras espécies próximas de capororoca que ocorrem nos mesmos ambientes. Elas são, geralmente, espécies pioneiras que toleram locais muito ensolarados e secos, mas permanecem em estágios mais avançados da regeneração natural. O desenvolvimento das mudas após o plantio varia de rápido a lento. 
 
Floração: Observada com flores em junho e julho. As flores são melíferas e atraem abelhas, e a polinização acontece principalmente através do vento. 
 
Frutificação: Os frutos amadurecem de julho a abril e são consumidos e dispersos por diversas espécies de aves.
 
Referências:
FREITAS, M.F. 2012. Myrsine. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.  Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB010232>. Acesso em: 14 mai 2012.
PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 1. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926.
JUNG-MENDAÇOLLI, S.L. & BERNACCI, L.C. 2001.  Myrsinaceae da APA de Cairuçu, Parati (Rio de Janeiro, Brasil). Rodriguésia 52(81): 49-64. 
FREITAS, M.F. & CARRIJO, T.T. 2008. A Família Myrsinaceae nos contrafortes do Maciço da Tijuca e entorno do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 59 (4): 813-828.
PINESCHI, R.B. 1990. Aves como dispersores de sete espécies de Rapanea (Myrsinaceae) no maciço do Itatiaia, Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ararajuba 1: 73-78. Disponível em: <http://www.ararajuba.org.br/sbo/ararajuba/artigos/Volume1/ara1art7.pdf>. Acesso em 14 mai 2012.
 
* O uso de qualquer planta medicinal deve ser indicado e ministrado por médico ou pessoa capacitada que conheça seguramente a espécie envolvida, seus usos e contra-indicações. Este conteúdo visa apenas informar as utilizações mais comuns das espécies citadas, e desaconselhamos qualquer tipo de automedicação, pois o uso de indevido de algumas plantas pode trazer sérios riscos a vida.
Hr bg