Glossário
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Espécies apadrinhadas

Angico-branco Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan var. colubrina

Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro. 

Outros nomes: cambuí-angico, curupaí, curupaíba, cambuí-branco e cambuí-vermelho.

Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Ocorre na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados da BA, MG, RJ, SP e PR.

Características: Árvore de 12 a 15 m de altura, e diâmetro do tronco de 30 a 50 cm. As folhas são compostas e as flores são brancas e amareladas, possuem perfume e ficam dispostas em inflorescências no final dos ramos. Os frutos são de cor marrom e se abrem liberando de 5 a 15 sementes.

Usos

Alimentação: Não existe registro de uso para este fim.

Madeira: A madeira é pesada, bastante dura e de grande durabilidade mesmo quando exposta. É usada na construção civil, obras hidráulicas, carpintaria e como lenha e carvão.

Uso medicinal: É utilizado como antidiarreico e expectorante na forma de infusão, maceração e tinturas. Também é base para alguns xaropes. A casca é utilizada no tratamento de doenças sexuais e do útero.

Outros usos: É uma árvore bonita e pode ser utilizada na arborização de parques. Sua casca possui elevado teor de tanino e também fornece goma, que pode ser utilizada na fabricação de goma-de-mascar.

Curiosidades: O nome Angico vem do Tupi e se refere à varias árvores de madeira dura e seca. E o nome Cambuí, deriva do Tupi “cambuhy” que significa planta ou folha que se desprende. Os frutos são considerados venenosos e com propriedades alucinógenas e hipnóticas.

Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira que perde suas folhas em determinada época do ano. É muito comum em pastagens e terrenos abandonados e também pode ser encontrada em florestas secundárias acima de 400 m de altitude. É encontrada também em florestas bem preservadas, em locais com maior incidência de luz solar como clareiras naturais e bordas de fragmentos. É indicada para plantios mistos de reflorestamento e produz grande quantidade de sementes viáveis por ano.

Floração: Floresce entre os meses de setembro e dezembro. As flores são melíferas e produzem pólen e néctar para fabricação de mel de ótima qualidade.

Frutificação: Os frutos amadurecem em julho e agosto, e permanecem na árvore até a próxima floração.

Referências:

BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004.

CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003.

Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008.

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008

MORIM, M.P. Anadenanthera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB18071>. Acesso em: 15 Abr. 2014


* O uso de qualquer planta medicinal deve ser indicado e ministrado por médico ou pessoa capacitada que conheça seguramente a espécie envolvida, seus usos e contra-indicações. Este conteúdo visa apenas informar as utilizações mais comuns das espécies citadas, e desaconselhamos qualquer tipo de automedicação, pois o uso de indevido de algumas plantas pode trazer sérios riscos a vida.
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