Glossário
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Espécies apadrinhadas

Angico-vermelho Anadenanthera colubrina var. cebil (Griseb.) Altschul

Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro. 

Outros nomes: angico-preto, angico-do-campo, arapiraca, curupaí, angico-de-casca.

Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas de Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, e é encontrada nos Estados da BA, CE, PB, PE, PI, RN, SE, DF, GO, MS, MT e MG. 

Características: É uma árvore que varia de 8 a 20 m de altura, com diâmetro do tronco de 40 a 60 cm. Na Caatinga possui porte menor, variando de 3 a 15 m. A casca pode ser lisa e clara ou fissurada e escura, e ramos novos podem apresentar espinhos. As folhas são compostas, com folíolos rígidos. As flores estão dispostas em inflorescências no final dos ramos, e são de cor amarelo claro. O fruto é uma vagem que se abre liberando de 8 a 15 sementes.

Usos

Alimentação: Não foi encontrado registro de uso para este fim.

Madeira: Possui madeira muito pesada e de grande durabilidade em condições naturais. É utilizada na construção civil e naval, marcenaria e carpintaria.

Uso medicinal:  A casca é utilizada na forma de infusão, xarope, maceração e tintura devido a suas propriedades adstringentes. A resina e as folhas são usadas como depurativos do sangue e no combate ao reumatismo e bronquite.

Outros usos: A casca já foi muito utilizada em curtumes, por ser rica em tanino. É bastante ornamental e indicada para paisagismo em parques e praças.

Curiosidades: O nome Angico vem do Tupi e se refere a varias árvores de madeira dura e seca. Já o nome Arapiraca, também em Tupi, significa “o pau da casca solta”.

Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, que perde suas folhas em determinada época do ano. Vive bem em ambientes ensolarados e secos e produz grande quantidade de sementes viáveis anualmente. Possui crescimento moderado a rápido e é indicada para plantios de reflorestamento. O Angico-vermelho também pode ser encontrado em florestas secundárias e interior de matas mais preservadas. 

Floração: Floresce entre julho e novembro, dependendo da região em que se encontra. As flores são melíferas e atraem abelhas que coletam néctar e pólen.

Frutificação: Os frutos amadurecem de março a novembro.

Referências:

CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003.

Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. 

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

MORIM, M.P. Anadenanthera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB18072>. Acesso em: 15 Abr. 2014


* O uso de qualquer planta medicinal deve ser indicado e ministrado por médico ou pessoa capacitada que conheça seguramente a espécie envolvida, seus usos e contra-indicações. Este conteúdo visa apenas informar as utilizações mais comuns das espécies citadas, e desaconselhamos qualquer tipo de automedicação, pois o uso de indevido de algumas plantas pode trazer sérios riscos a vida.

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