Glossário
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Espécies apadrinhadas

Pajeú Triplaris weigeltiana (Rchb.) Kuntze

Família: Polygonaceae, a família botânica do pau-formiga.

Outros nomes: tachi, tachi-da-várzea, tachizeiro.

Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas da Amazônia, nos Estados do AC, AM, AP, PA e RO.

Características: Árvore que atinge entre 15 e 25 m de altura, com tronco que mede entre 30 e 50 cm de diâmetro, revestido por casca pardo-acinzentada. As folhas são simples, e suas estípulas envolvem o caule, lembrando um tubo. Existem indivíduos masculinos e femininos desta espécie, separadamente. As flores masculinas pouco vistosas e as flores femininas são esbranquiçadas, ambas dispostas em inflorescências no final dos ramos. O fruto é seco e não se abre naturalmente.

Usos

Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim.

Madeira: A madeira é leve e moderadamente resistente, podendo ser usada na construção civil, caixotaria e confecção de objetos leves.

Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim.

Outros usos: Devido a suas características ornamentais, a espécie é recomendada para o paisagismo, em especial na arborização urbana. A floração dura muitos dias.

Curiosidades: O nome Pajeú, vem do Tupi “pajé + (h)u” e significa “o feiticeiro come ou vive”, se referindo a uma planta. 

Informações Ecológicas: O pajeú pode ocorrer no interior de matas mais preservadas e em formações secundárias. Como a espécie é característica de várzeas inundáveis, e adaptada a terrenos brejosos, é indicada para o reflorestamento de matas ciliares degradadas. Essa espécie permanece com as folhas por todo o ano e necessita de intensa luz solar para sobreviver. A dispersão das sementes é dada pelo vento e suas mudas possuem rápido crescimento.

Floração: Floresce entre maio e agosto.

Frutificação: Os frutos amadurecem entre julho e setembro.

Referências:

Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. 

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

MELO, E. de. Polygonaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB24344>. Acesso em: 25 Abr. 2014.

PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 3. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1952.


* O uso de qualquer planta medicinal deve ser indicado e ministrado por médico ou pessoa capacitada que conheça seguramente a espécie envolvida, seus usos e contra-indicações. Este conteúdo visa apenas informar as utilizações mais comuns das espécies citadas, e desaconselhamos qualquer tipo de automedicação, pois o uso de indevido de algumas plantas pode trazer sérios riscos a vida.
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